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terça-feira, 9 de abril de 2013

YOGA CIENTÍFICA IV - POR QUE DEVEMOS MEDITAR ?



Núcleo Maha Vidya de Yoga
YOGA CIENTÍFICA COM SABEDORIA

(IV)



  Sem o ensinamento da Ciência da Meditação, 
a Humanidade não progredirá. 
Por que, então, Devemos Meditar?  




                  Os principais arquitetos da física moderna, sem sombra de dúvida, foram Albert Einstein e Niels Bohr.  Ambos obtiveram êxito na derrubada da física proposta por Newton. Todavia, a maior conclusão veio mesmo através de Einstein, nas primeiras décadas do Século XX, por seu Estudo da Relatividade, onde concluiu: "Energia e Matéria são formas diferentes da mesma coisa, podendo passar de uma para outra em proporções calculáveis".


   
                      Os Conhecimentos Metafísicos Budista, Hinduísta e Taoísta, enfatizaram que o mundo das aparências se faz complementado por outro. E, por detrás desses dois mundos, há outra realidade ainda mais profunda. O Taoísmo diz ser a Consciência. Uma escultura da face de Buddha, do século V, talhada com tamanha precisão mostra-o irradiando a Paz Sublime da Iluminação. Os budistas devotos procuram a Consciência Suprema, que só floresce para aqueles que superaram o barulho externo de atividade da mente. Quanto ao Indiano, a busca pelo espiritual inicia-se na análise da consciência.
                        Observando o resultado do físico Albert Einstein pela confluência da Metafísica oriental, encontro uma correlação pela qual estruturarei meus estudos iniciáticos. Em todo real impulso para descobrir o que se encontra na seqüência dos eventos em nível subatômico, sabe-se que o espaço e o tempo encontram-se indissoluvelmente ligados à consciência que só evoluirá se obtiver constante readaptação e renovação porque a Luz é o primeiro estado da matéria.
                      Quando ampliamos o conhecimento, seja na leitura da relatividade no Livro No 3, onde entendemos mais aprofundadamente que matéria e energia fazem fusão através do quadridimensional continuum de espaço tempo. Esse modelo verbal não é apenas meras palavras escritas sob influência teórica ou empirismo radical; trocadas para corresponder à percepção Vedanta Hindú, obtemos um padrão vibratório no tempo. As vibrações do padrão de onda, a partir desse ponto, inicia-se por pequenas amplitudes e, depois, crescendo numa seqüência infinitesimal. A consciência, portanto, pode funcionar como tempo ilimitado devido a transcender a matéria, o tempo, espaço e a própria causalidade linear.  
                          Muitas teorias sobre a evolução não têm serventia quando se estuda os princípios filosóficos do poder pró-criativo da natureza, ou o Akâsha do mundo fenomenal da pró-criação humana. A cronologia e seus ciclos fazem parte da História Oriental Indiana que sempre retratou o ser humano em perfeito equilíbrio e harmonia com a sua natureza interior, com o mundo exterior e o próprio Universo. A teoria proposta inicialmente por Charles Darwin (1850) foi a Seleção Natural, e vinte anos depois, Alfred Russel Wallace* escreve (1870) Contribuições à Teoria da Seleção Natural, o que só endossa o que o primeiro enfatiza no chocante absurdo do surgimento do ser humano advindo do macaco antepassado. Wallace ainda predispunha a consciência numa estrutura materialista onde os estados mentais atribuíam-se unicamente a forças evolutivas físicas. Em 1896, um teórico britânico, Thomas Henry Huxley, propagou a sua pesquisa afirmando: ..."Para que a consciência evoluiria, se não serviria a qualquer propósito adaptativo?"  Essas teorias em nada retificam, ou contribuíram sequer para a história do pensamento humano. Para esgotar a lista dos teóricos evolucionistas, a pitada de sal, ou a última opinião teórica, já atirei no cesto das coisas inúteis. Foi do psicólogo Julian Jaynes, professor titular da Universidade de Princeton. Ele ensinava que ..."A consciência não tem mais poder para modificar o mecanismo funcional do corpo, ou o comportamento deste, do que o apito do trem. Poderia o apito modificar sua maquinaria ou seu trajeto? Por mais que ele apite, os trilhos já terão decidido há muito tempo para onde irá o trem".  Coube a um fisiologista australiano, Sir John Eccles, afirmar em 1966 que o materialismo ignora a existência de conceitos tais como o livre arbítrio humano. Ele compreende ser, o livre arbítrio, uma força*. Força essa, produzida por diferentes estudos das Filosofias e Metafísicas do Mundo Oriental que defendiam o Livre Arbítrio. Compreendeu, ele, o quanto o comportamento afeta o corpo humano. Eccles baseou seus estudos na afirmação de que "Não é só os efeitos do cérebro sobre a mente, mas também o impacto da mente sobre o cérebro".
                  É notório o domínio da neurociência em cérebros acidentados, danificados e adoecidos. Mas, a natureza da consciência não costuma ser preocupação para que dela a ciência venha a se ocupar. Por outro lado, desde o século XVIII, as teorias sobre a consciência foram e continuam sendo centradas no estado de vigília normal ou quando afetada por mudanças mentais através de drogas: as produzidas por narcóticos vegetais (maconha e cocaína), os euforizantes (cogumelos) e, na categoria dos alucinógenos, o tipo LSD**.  Tais abordagens teóricas só trouxeram especulações evolucionistas fora dos estreitos limites da indagação científica.
                  Eu não poderia excluir um audacioso neurocirurgião canadense,  Wilder Penfield. Seis meses antes de morrer, após passar 84 anos reforçando posição científica dominante como hábil cirurgião em danos cerebrais, especialmente a epilepsia, revisou sua obra. Sua convicção anterior fazia-o admitir que todas as diversas reações da mente humana (sentimentos, desejos, pensamentos, sonhos e percepções), juntas, formam a consciência humana; e essas reações tinham como agentes causais as interações químicas e elétricas entre bilhões de minúsculas células nervosas.  Um belo dia, acorda trazendo a palavra grega "Pneuma", que quer dizer espírito:
NÓOS
E mudou de opinião, também desertando das fileiras clássicas e materialistas. Sua opinião, doravante, ele declarava para uma paróquia de letrados, porém incultos da alma, que:
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Notas do Autor:
* Sir John Eccles era um apaixonado por toda a filosofia da Grécia (Magna Grécia) e seus autores clássicos, Deodoro, Eratóstenes, Platão e Meneton, que nunca variaram na ordem de sabedoria ofertada sobre a consciência.
** LSD (Dietilamida de Ácido Lisérgico), substância capaz de produzir 48 horas consecutivas de alucinações poderosas. A imensa quantidade de dados (fluxo de informações) inundando os eventos mentais além dos limites de uma percepção extra-física não treinada, danificará, com graves efeitos colaterais emocionais, o equipamento perceptivo do cérebro.

      "A Mente é muito mais do que um mero sub-produto da capacidade material para processar informações".

Devemos a esse canadense, que acordou iluminado, o que ficou do outro lado da linha pontilhada que separa as multidões de cientistas e teólogos que se ocuparam em explicar a mente humana sem colocar a sociedade em um caminho correto, dando-lhe apenas credibilidade anatômica. Pouco antes de morrer, Penfield disse: "A Consciência do Homem, a Mente, é algo que não pode ser reduzido aos mecanismos do cérebro". A partir daí, as abordagens místicas e espirituais para o entendimento da Mente, pelos ocidentais, diminuíram quanto ao contingente que descartava a pesquisa por se tratar de assunto fantasioso. Os que abraçaram a causa de Wilder Penfield desconfiaram que o reino multifacetado da consciência não poderia tão somente ser equacionado e explicado unicamente pelos fenômenos físicos
                 O debate sobre as origens da Consciência não teve início nos tempos de Platão, Sócrates, Pitágoras e Jâmblico, que em sua época já ensinavam sobre a Mente através de uma significação mais profunda; eles só perpetuavam a memória do modelo espiritual da consciência aprendido no sublime ensino do Período Védico Indiano. Não hesito em escrever que toda sabedoria, quanto a um modelo perfeito de vida física, mental e espiritual, nasceu na Índia. Por anos vivenciei técnicas extraordinárias* para poder entender em serenidade os atos miraculosos de Gautama Buddha, Platão, Sócrates, Simão o Mago, Apolônio de Tyana (o contemporâneo de Jesus de Nazaré) que em sua época foi fundador de uma Escola Espiritual onde tratava sobre a Quintessência da Espiritualidade e as mais elevadas Verdades morais, Jesus e Amônio Saccas.  Nenhum deles contradisse o outro. Todos eles comportaram-se na serenidade de um Sábio; mantiveram inalterada a doçura de seu caráter, e suas convicções granjearam uma reverente admiração de todos. Detalhe: nunca mentiram e todos estavam adaptados à mente Hindu.
Grande parte da História da Índia encontra-se descrita no Mahabharata (ou Grande Bharatas) composto em sânscrito, elaborado por um único Sábio. Na Sexta Seção está o clássico Bhagavadgita (Sublime Canção ao Senhor) que é a mais famosa de todas as Escrituras Sagradas Védica Canônica.                           
                      
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* Nota do Autor:   Pertenço a uma Sociedade que sublima aos seus iniciados um Sistema Esotérico puro, do período arcaico, que se refletiu nos Vedas mais velhos, construiu a Filosofia de Gautama Buddha e influencia, nos dias atuais, todos os seus membros a se manterem em constante desenvolvimento da verdadeira educação Espiritual, seja na orientação prática do aperfeiçoamento da consciência superior, como também nas excursões da mente para com o muito mais amplo dela.

O Gita é um ensinamento secreto. Um Upanishads (Sentar-se perto do "próprio Mestre") é uma referência da transmissão oral do conhecimento "esotérico velado" de um Mestre para um discípulo. O que singulariza a transmissão está em ela ser um refinamento dos Ensinamentos Espirituais Védicos.
                    Ao longo da História, seres humanos excepcionais transmitiram esses Ensinos Superiores (todos foram beber na mesma fonte) para aqueles que possuíam compreensão equivocada de si mesmo e falhas da percepção devido ao sofrimento. Só o conhecimento da consciência, sem estar no domínio de uma religião faz coerção espiritual e perplexidade em estudos bíblicos que só escamoteiam a verdade originalmente contida no Novo Testamento*, pode destruir a ignorância imposta.  Aprendi, como iniciado do quinto grau, que um padre, um cardeal, sabe que é um impostor da palavra divina, a não ser que seja um tolo e tenha aprendido a mentir desde a infância pois, é um negócio perigoso brincar com almas, já que se constitui problema suficiente salvar a nossa própria.
                 Vivemos numa sociedade onde o dia-a-dia fragmenta nossas camadas mentais mais profundas e recrudescem a imaginação, doutrinas evangelizadoras que controlam o aperfeiçoamento da consciência e uma religião oficial____o catolicismo____ que enfrenta o rompimento de suas defesas até então casamatas seculares. O cenário do ocidente é de folhas desprendendo-se dos galhos das árvores, encobrindo o chão de cores que perderam seu viço. As ilusões que se desmancham ainda detêm aqueles que tentam transformá-las em realidades. Um reduzido número de seres humanos sabe como se colocar apropriadamente numa sociedade adaptada para nutrir e criar ignorantes. Meditar é uma válvula de escape para quem não mais deseja cometer tolices. Acredito que viver continuadamente infligido pelas superstições, dogmas, preconceitos e convenções hipócritas, é o pior lado para aqueles que desejam deliberadamente ser seres humanos prostrados.
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* Nota do Autor:  Em 1947, em Qumran, noroeste do Mar Morto, foi descoberto, escondido no rochedo, o que posteriormente ficou conhecido como "Manuscritos do Mar Morto"; rolos de couro dentro de jarras compridas deitadas no chão da Gruta. A datação dos rolos (sete ao todo) constava como Século I a.C.   A pesquisa revelou que  pessoas diferentes escreveram os primeiros manuscritos e apenas dois rolos tem como autor o profeta Isaías. Anos depois, o relatório final sobre os manuscritos publicava uma conclusão que ia em desencontro a todas as referências existentes no Novo Testamento. A História do Mundo entendida pelo contexto bíblico, ao que ali ficou constatado, sofreu injunções e aniquilações religiosas e políticas. Os Manuscritos revelaram-se, ao que já se tinha de oficializado biblicamente, recolocando o cristianismo em suas verdadeiras perspectivas históricas e culturais, revolucionando tudo. O Cristo crucificado é um símbolo. A revelação completa dos manuscritos do Mar Morto provocaria uma mudança completa na visão atual do cristianismo e obrigaria o Vaticano, e suas Igrejas espalhadas pelo mundo, a uma reformulação total.


Como pode uma religião argumentar que é errado aquilo que proporciona uma Paz tão profunda?   E, por que se embaraçam com questões supérfluas? Para mim, as religiões de padrões rasos e teóricos demais são como minas exaustas. Podemos escavá-las mas, nada em suas paredes será encontrado. Recorro mais uma vez ao físico Einstein em seu aforismo bastante válido até os dias atuais: ..."Até onde as leis da matemática façam referência à realidade tridimensional, elas estão longe de constituir algo certo. Mas, na medida em que seus números passem a constituir algo certo, não se referirão à tridimensionalidade".  O factual, portanto, é que todos os formatos evangelizadores, doutrinadores e católicos, trabalham seus modelos de fé pelo uso da palavra bíblica. Juntas, a realidade direta acentua-se imprecisa e incompleta, enquanto que a Meditação se baseia numa experiência direta. Todo e qualquer ser humano, não é apenas um emaranhado de ações e reações, para que a religião ou um culto evangélico reivindique direitos divinos para retirá-lo do emaranhado, e ele, em troca, vestir-se de evangélico. Via de regra, é a consciência que devemos trabalhar, muito mais do que nos condicionarmos numa religião. Por mais que esta sinalize libertação, o trabalho que realizará não produzirá profundas impressões na mente. Pois, não há causa desvinculada dos seus efeitos enquanto não se superar erros. E o ser humano erra em excesso.
                  O objetivo básico da Meditação é possibilitar ao praticante a sintonização com a fonte espiritual inserida nele mesmo. É a nossa conexão com Deus, sem uso de palavras bíblicas; leitura de trechos bíblicos que não representam sequer minimamente a evolução individual humana. A Paz não se expressa por palavreados estéreis que, com limitação da lógica e do raciocínio, são cuidadosamente selecionados para dramatizar a concentração de quem os ouve e envolve-lo na salvação, apossando-se permanentemente de sua consciência. Não há nesse contexto um só fato, uma só afirmação, que não seja comprovado por tudo que a Internet disponibiliza documentadamente. Os que buscam a compreensão da nossa época, entendem que os profissionais de Deus julgam seus fiéis como propriedade abandonada pertencendo a quem quiser.  Quem não aprendeu, pela consciência, a saber lidar com a própria experiência não sensorial da realidade, viverá os aspectos paradoxais dessa experiência. E isso sempre significou que qualquer ser humano vivenciou e vivencia a própria existência no limiar das situações: ou ele se transforma para um pólo mais dinâmico, ou ele se explicita na unidade do extremo oposto. Portanto, não temos que buscar conexão com os cultos doutrinadores, teólogos ou evangelizações; somos genuinamente seres espirituais e necessitamos unicamente aprender como conectar nosso corpo à mente, que é a ativadora das nossas qualidades espirituais. Nossa mais importante tarefa é aprender a Arte da Meditação; ela é o Manual, passo a passo, para a melhoria de nossas energias psicofísicas e o crescimento espiritual. Somente e unicamente o ser humano pode reorientar sua jornada pessoal. A Meditação permite o equilíbrio para obtenção da harmonia entre os opostos*. Os cinco sentidos representam o ponto em que os seres humanos são todos iguais e imperfeitos, por não saberem da existência do sexto sentido.
                  Esses ensinamentos não são de todo meus. Aprendi, através da investigação, experimentação e estudos, a compreender que qualquer caminho que se tome, este possuirá movimentos e mudanças, acentuadamente. Minhas deduções pessoais quanto ao que escrevo em linhas metafísicas se fazem correspondentes à Sociedade Iniciática a que pertenço.
  


                                   

 Agracio, com o que tenho
                                             em  sentimento de gratidão
                                             por sua leitura.   Aqui fico.

                Shrî  Vidyacharanasampanaananda
                     
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* Nota do Autor:   Aprendi, pelas palavras técnicas onde se expressam os estados superiores da consciência, que tudo no Universo encontra-se organizado em escalas de vibrações. O ser humano tem seis sentidos; o sexto é a própria consciência. Quando ela é ativada pela meditação, significa, simbolicamente, a queda das paredes de nossa prisão. Os cinco sentidos só serão afetados quando a meditação realizar uma aversão nos pensamentos, sentimentos e crendices desamparadas da Verdade Divina. Isso conduzirá gradativamente ao corpo fisiológico, que dispara uma série de reações. Se os efeitos sobre a anatomia fisiológica se fazem notáveis, para a alma humana a repercussão não é menor. O comportamental dos opostos interagem num só.





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

YOGA CIENTÍFICA III - A PRECARIDADE DAS RELIGIÕES NO OCIDENTE




 núcleo maha vidya de yoga
YOGA CIENTÍFICA COM SABEDORIA
(III)


  QUANTO, HOJE, A MODERNIDADE  NOS CULTOS  EVANGÉLICOS,  ESPIRITISMO E  CATOLICISMO,  ESPIRITUALMENTE AJUDAM,  OU APENAS  ANESTESIAM?



              Aprendi, com o decorrer das instruções metafísicas compreendidas ao longo dos anos, que as coisas, sejam grandes ou pequenas, estão a trabalhar para o preenchimento das intenções e ambições de cada ser humano. Essa é a chave para que o título acima oriente o que venha a ser realidade, ilusão e véu de fantasia, criados com astúcia para uma sociedade necessitada da orientação de fé cega. Essa fé é completamente congruente para com uma sociedade que, no início de sua civilização, obteve sua sólida educação dogmatizada pelo catolicismo. Toda fé pressupõe levar uma pessoa a preencher seu vazio através de uma conexão com Deus. Por outro lado, ter fé é possuir a capacidade de lidar com a vida, principalmente com a cultura que valoriza apenas o consumo, o imediatismo e o descartável.
                  Euclides da Cunha, no livro "Os Sertões", escreveu sobre os seguidores de Antônio Conselheiro como sendo "gente ínfima e suspeita, avessa à verdade, versada à mandria e a rapinagem". Outros seguidores entenderam que, se a sociedade ajustou-se a massificação e o consumismo, todos dentro dela desejam a felicidade, desejam a salvação. Quem poderia trazer a esperança e tornar essa esperança um objeto de consumo dentre tantos seres humanos condicionados a serem perseguidos até a conquista? O desejo de ter paz é legítimo entre os seres humanos. Desde então, a humanidade vem buscando por religiões, evangelhos e espiritismo, refúgio na pseudo intimidade da salvação. Essas doutrinas sem vida interior não fornecem à consciência humana a fórmula divina de entendimento, não promovem a busca do auto-conhecimento. O mundo é mágico. Precisamos observar tudo o que nele ocorre, buscando uma possibilidade de crescimento, pois, todas as religiões ocidentais, evangelismo, doutrinas espiritistas, etc., não fornecem o poder de atingir, no ser humano devoto, sua inteligência espiritual, ferramenta básica de transcendência.
                  O que enfrentamos hoje, como problema para se atingir a inteligência espiritual, é o fato de que o catolicismo em responsabilidade maior, e depois os evangélicos, estão postergando a chegada das verdadeiras  soluções.  O estado de desunião, e até mesmo competição entre evangélicos, resulta numa Torre de Babel.  Quanto ao espiritismo, por não acelerarem a compreensão, a superficialidade com tratam os assuntos espirituais faz seus praticantes se manterem no plano vicioso do egoísmo. Todos os buscadores do espiritismo possuem necessidade de beber mais profundamente da fonte da verdade. Contudo, sua literatura, suas reuniões, sua instrução e programa, realizam uma divisão entre os aspectos teóricos, não produz elementos necessários ao real progresso individual e seus aspectos práticos; por fim,  perdeu amiúde a chegada de bons médiuns clarividentes e de profunda intuição refletida ao conhecimento verbal e filosófico. A competência dos espiritistas deveria estar no presidente de cada Centro fazer-se compenetrado da substância sutil espiritual para servir, como orientador amplo, aos que buscam fortalecimento.  Fala-se muito sobre a maneira de um espírita proceder; mas, no entanto, pouco se faz para que, na prática, se compreenda a importância prática de um serviço espiritual.
               Quanto, hoje, essa modernização ajuda com frutos reais o serviço e a instrução espiritual, ou... quantos apenas anestesiam?  Ninguém que vista uma religião, uma crença, ou uma doutrina, poderá pensar que de fato esteja salvo, ou sentir que avança espiritualmente, enquanto não realizar uma de suas mais fundamentais obrigações que é a de reconhecer o Criador através da consciência, integrando-se a Ele por conta do ensinamento vivencial.
            Quero lembrar a todos os que trabalham na prática religiosa, evangelizadora e doutrinadora:  Estão a favorecer a construção de um pensamento infinito que ultrapassa barreiras, ou incorporam limitações, equívocos e erros?  Todos os que estão a preencher no outro uma má interpretação do infinito... saibam:

 A Justiça é a Lei Fundamental do Cosmos.
A  Verdade  não  pode  ser   iludida,  porque  a
falsidade  não  tem  poder  construtivo,  já  que
nada é.  A Verdade é o fator síntese que apenas
pode  advir do Sagrado.  A Verdade,  portanto,
se faz  Sagrada porque ela é Real.   

Religião, evangelismo e doutrina espírita, devem redimensionar seus termos de síntese ativa. Os espiritistas deverão manter uma relação madura e digna com a Fonte de Luz Espiritual Redentora, para que seus Centros mantenham um significado mais profundo (a partir de 2013), buscando amadurecer o Arquétipo Divino da Ciência Espiritual. Sem conhecer o Arquétipo Sagrado, ninguém, por mais bem intencionado que esteja, poderá conhecer seu próprio plano divino. Já não é mais momento de ler livros cujo conteúdo não produza Amor Transcendente. A infalibilidade papal acabou. O Vaticano nunca inspirou sabedoria; só deu dogmas perigosos. Os devotos evangélicos não devem se consolar com aqueles que ganham em cima de suas fragilidades. Nenhum Pastor tem maturidade espiritual suficiente para saldar as próprias dívidas, sequer as dos outros. Seria supérfluo enumerar a sucessão de catástrofes provocadas pelo ser humano em sua ignorância, insensatez e egoísmo. Sabemos onde tudo isso vai dar. Temos agora que aprender quem somos, enquanto haja tempo. Pois, na dualidade universal, tudo é cíclico, matemático e transcendental.    Aqui fico.



Shrî  Vidyacharanasampanaananda



sábado, 16 de fevereiro de 2013

YOGA CIENTÍFICA II - CÉLULAS DE MEMÓRIA



NÚCLEO MAHA VIDYA DE YOGA
YOGA CIENTÍFICA COM SABEDORIA
(II)




         Todas as Células do Corpo Humano constituem-se em Células de Memória. Mas, vivemos a Cultura que nos predispõe às Disfunções Químicas Neurológicas.


              Todo Professor Sênior de Yoga sabe que o Karma Yoga ensina que  nem sempre a realidade da ação e do dever surge com magnitude agradável. Como poderia se, por princípio, tem que cumprir pelas ações todos os deveres agradáveis e desagradáveis?  Uma imensa maioria, entretanto, desentende-se ao realizar as próprias ações, por estar limitada às circunstâncias dos cinco sentidos que a conduzem, através da substância mental, às conversas inúteis, à ignorância quanto as reações emocionais (todas negativas, como a cólera, ciúme, egoísmo, apego), e aumento de uma existência infeliz.
                   Vê-se aí a grande responsabilidade de um autêntico Professor de Yoga, que seja um Mestre de Si Mesmo, completado pelo Jnana Yoga (realização com a sabedoria), a atuar como facilitador da Dupla Evolução Humana: evolução interior e evolução espiritual. Existem, atualmente no ocidente, milhões de professores de Yoga ensinando seus alunos a praticarem Asanas (posições) e Pranayamas (exercícios respiratórios), tudo igual. Porém, a forma como é ensinado e o objetivo temático de cada aula, é que fazem a diferença. E bem poucos adotam a compreensão espiritual nos ensinamentos do Yoga. Bem poucos, mesmo. Pois, somente com o conhecimento científico da energia localizada no períneo (entre os órgãos urinário e excretório), pode um autêntico Professor de Yoga trabalhar, pela intrincada rede do Sistema Nervoso Central, a Consciência Humana.
Quando Shrî Vidyacharanasampanaananda, em algumas aulas práticas, solicita o tamponamento da "narina esquerda", busca controlar o lado direito do corpo em 100%. A medida terapêutica permite ao Sistema Nervoso Central controlar a consciência instintiva que produz a aflição. Esse nível de técnica encontra-se alguns níveis acima quanto a técnica de fechar uma das narinas na respiração alternada. A importância do tamponamento é reabilitar o desgastado padrão vibratório levando-o a retomar um movimento, já que a tensão crônica do corpo e sua química cerebral estressada não permitia conciliar o impulso da força contida na base da coluna vertebral (região do plexo coccigiano).
                  Todo conflito operando na consciência humana relaciona-se à Lei da Física de Causa e Efeito, "O que for semeado, será colhido".  Portanto, toda realidade vivida existencialmente pelo ser humano será pelo conflito; o enredo múltiplo emocional de um ser humano, a partir da forma como ele nasceu*, lhe trará as interferências ou não. O centro das atenções sempre se deu inicialmente sobre o bebê: saber se ele se encontra bem fisicamente. Todavia, o ginecologista e toda a equipe, a cada nascimento que realizam, desconhecem o quanto as complicações de um parto permitirão, aos assim nascidos, uma intensidade de traumas com que se depararão ao longo de suas vidas. São muitos os tipos de parto que contribuem para a imperfeição do caráter humano. O tipo de parto que um ser humano teve constituirá as ações de uma vida. 
  
       PARTOS: Cesáreos, Rápidos, Demorados, Prematuros, Tardios, Transversais, de Nádegas, Com Cordão Umbilical ao Redor do Pescoço, Parto com Ajuda de Fórceps, Induzidos (quando existem sérios prejuízos para o bebê), Parto de Gêmeos (a ligação intuitiva), Parto de Filho Imprevisto (gravidez não planejada), Parto com Anestesia (o bebê nasce sob esse efeito).

Depois do nascimento e durante o crescimento, a que tipo de compreensão fomos influenciados por nossos pais?  Nascemos sob um efeito e sentiremos a necessidade dele durante nossa vida. O grande equívoco humano é o de repetir comportamento; sofremos para nos adaptar à civilização que nós mesmos criamos.


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* Nota do Autor:  Iniciaticamente, apenas pelo Nível IV aprendemos que, intrinsecamente, não é a Lei Espiritual que realiza um ser humano como sendo pobre ou rico, mas, sua atividade básica, a que lhe foi dada no nascimento. É primordialmente importante saber que tipo de parto se teve.
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Um mosaico de forças desagregadoras e o intercâmbio de tolices, espalham falsas crenças sociais, engessando a consciência humana, impedindo-a de criar e manter uma relação agradável para com os da própria espécie. Nossa evolução biológica não nos premiou com um estômago para as impressões, onde se pudesse eliminar pelo digestivo o que não presta para nossa consciência.  No momento atual, a paridade entre o ser humano e a natureza encontra-se em síndrome. É unicamente pela qualidade da consciência que faremos em nós toda a diferença.
                  As aulas de Yoga elaboradas pelo Núcleo Maha Vidya em Rio das Ostras - Rio de Janeiro, trabalham o estado biomagnético de cada um dos praticantes. Permite que se conectem ao seu próprio campo biomagnético. Lhes ensinamos, em cada sessão, a utilizar o corpo e a mente, conscientizando-os do que fazem a cada seqüência de posturas (asanas psicofísicos) solicitadas.  A quantidade de movimentos gera energia física. Há aqueles que perdem o equilíbrio durante a manobra mas, faz parte. Nesse momento entendem os instrutores o quanto a substância do corpo emocional está espessa, densa. Mas, é na continuidade dos movimentos, quando retornam às outras aulas, que a mesma energia física começa a expulsar a negatividade contida na estrutura celular.
                  Costumo ensinar aos novos praticantes da linha de Yoga que desenvolvemos por conta da pesquisa que, no primeiro mês irão enfrentar, através do corpo, suas próprias criações errôneas. Os primeiros movimentos rompem o turbilhão das energias negativas influenciadoras do corpo emocional. Mesmo porque, se somos uma consciência (com um nível de inteligência) dentro de um corpo físico, essa inter-relação necessita ser re-sincronizada. Se existem (e existem de fato) funções emocionais reprimidas influenciando o mecanismo eletroquímico do cérebro através do neurônio chamado de mielina, a técnica que realizamos pela Yoga Científica, ao atuar no Chakrapadma Nadi ou "canais e sistemas energéticos", executará gradativas mudanças a partir do pensamento para depois se confirmar nos atos, e finalmente no próprio comportamento.
                  Após um mês de Yoga Científica desenvolvida pelo Núcleo Maha Vidya, cada sessão tem um formato de estabilização quanto ao subjacente já sincronizado. Tudo aquilo que observamos cria em nós um sentimento. O que a aula Yoga Científica faz é criar um Centro de Gravidade de Compreensões no praticante. Quando, simplesmente, apenas entendemos sobre determinado assunto, assumimos apenas o nível intelectual. Mas, quando o compreendemos, buscamos nos colocar no lugar compreendido. Essencialmente, portanto, o Núcleo Maha Vidya de Yoga, ao trabalhar, em seus filiados praticantes de Yoga Científica, seus centros bioenergéticos, seja pelos chakras (centros), ou os nadís (condutos), desenvolve neles a auto-crítica como elemento eliminador da crítica fruto advindo através do canal do nascimento (o parto).
                  A conexão física para o corpo emocional faz-se pertinente a um todo do sistema nervoso. Numa rápida objetividade sobre os procedentes estímulos dos níveis emocionais para o cérebro emocional, temos de início o Mesencéfalo, cuja anatomia energética evolui para o sistema límbico (um circuito que serve para abrigar e transportar mensagens e lembranças). Cristalizamos aqui nossas inseguranças que, por sua vez, tem muitas ramificações, inclusive aquelas conduzidas pelos conteúdos religiosos ocidentais. O corpo emocional, depois do límbico, necessita do córtex cerebral que ligado, no hipotálamo, ao sistema imunológico e ao sistema nervoso autônomo, permite ao aprendiz de gente fornecer oscilações na energia física. São essas as energias que transmitimos, já que são aquilo que temos: ou emoções tóxicas ou emoções saudáveis. Encontramos isso nas mais diversas modalidades de manifestações de consciência dos nossos semelhantes. O que existe hoje, 2013, em formatação psico-biológico está defasado, capengando e caindo devido, cada vez mais, aos estados emocionais reprimidos. Vive-se os trinta e oito anos iniciais da vida sendo afetado pelas ansiedades, equívocos, conflitos, conduta emotiva egóica, com desperdícios do campo biomagnético, de tal forma que cronicamente desenvolvemos um debilidade psíquica e uma desestabilização físico espiritual. A mentalidade moderna apenas concedeu à consciência um eletro-estresse.
                     Ignoramos nossa própria profundidade. Essa ignorância teve início quando a ciência oficial ignorou e separou o corpo da mente, e os psiquiatras desintegraram a mente do espírito. Isso, sem nenhuma sombra de dúvida, provocou uma lesão na consciência. O efeito colateral não é a depressão, mas, a brutalidade de se matar o ser humano de todas as formas possíveis, os rancores, os conflitos e o vício de consumir drogas.
             Em minha apreciação de iniciado do quinto grau, possuo bagagem interna ativada no crescimento físico psíquico e vivência  no prisma do amor-sabedoria mental espiritual, suficientes para construir argumentos e técnicas para aqueles que não mais desejam aceitar tudo que lhes é imposto, mesmo quando percebem falhas hediondas na conduta da lei que protege a violência e a malversação de um governo federal com relação aos postos de saúde e a corrupção. Em minha bagagem utilizo-me de verbos interativos, dispensando as palavras passivas. Ensino, para quem desejar, como desenvolver habilidades para lidar com o diferente. Para que aprendam a realizar a própria necropsia do que tenha sido sua realidade tridimensional; interessou-se pelo o que, em que detalhe aperfeiçoou-se e por fim, o que fez multiplicar? É preciso desvendar a razão de seus medos e traumas, devassar episódios e, a partir dos resultados de suas apurações, reaprender a viver na totalidade fisiológica, psicológica e espiritual. Essas alterações progressivas ocorrem devido às alterações do sistema cérebroespinal (um legado mental mais enriquecido). Uma psicologia não acadêmica para um estado superior da consciência humana, ainda não existe. Mas, quando verbalizo pelo processo de transformação, novos aspectos da vida interna são absorvidos por conta de uma nova consciência advinda da Tradição Esotérica Secreta do "Dasashta Dikcha Gupta Vidya".  É através desse conhecimento, com dezoito iniciações, que o caminho espiritual necessário a jornada humana se define permitindo-lhe reconhecer onde se encontra e os níveis seguintes se abrem em estágios gradativos e o elevam modificando radicalmente sua instável personalidade (produto neuroquímico) humana finita.  E o ser humano compreenderá que seu corpo encontra-se localizado no tempo espaço de uma tridimensionalidade rebaixada, dispondo apenas, quando aqui nasce através de um parto, assegurar pelas reentradas o cuidado de vencer a vida e não "vencer na vida". Vencer a vida é conquistar a identificação espiritual e a estabilidade entre a realidade interior e a exterior.
               Quando um praticante assíduo no Núcleo Maha Vidya de Yoga completa um ano de prática do Yoga, já vem executando mudanças em seus padrões mentais. Ensinamos no Templo de Yoga como se harmonizar e se concentrar. Se a paz é divina, a consciência humana, quando afinada, refaz a interligação natural.


Viemos para este Planeta viver o que realmente somos e não o que a consciência terrestre__o ego__esse apêndice infra-humano nos diz para ser. E isso é Jnana Yoga.  Quando a técnica do Jnana Yoga passa a atuar modificando o jeito convencional de ser do ser humano, seus asanas atuam entre ondas eletromagnéticas que perturbam o regulamento de um corpo. A partir daí, a Yoga Científica explicará conhecimentos que se traduzirão na dinâmica explicativa de cada aula. Quando um entendimento da Sabedoria Perene, a qual o Yoga possui, exercita o praticante atuando sobre sua visão separatista e egocêntrica, que é a causa de sua dor e sofrimento, construindo sua paz interna, produz a união de consciência individualizando-se com a consciência cósmica. Ser um professor de Yoga, ao invés de "estar", não é só uma profissão; mas, uma missão ampla de estímulos subliminares que promovem ao outro inspirações profundas e iluminam a todos.
             O Núcleo Maha Vidya de Yoga de Rio das Ostras buscará sempre a companhia da Verdade através de suas pesquisas. Sabemos, nós de sua diretoria, que pela mesma razão, objetivamos encontrar a companhia de pessoas interessadas na Verdade. Lá se vão quase nove anos de atuação e dedicação. Quero concluir com uma citação de Buddha"Viver apenas um dia e ouvir um bom ensinamento é melhor do que ter vivido um século sem conhecer tal ensinamento".   


Saudações profundas a você, por estar conosco
aprendendo uma ordem mais sutil de consciência.
Seu futuro pertence unicamente a você mesmo.

Aqui fico...



Shrî Vidyacharanasampanaananda



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

YOGA CIENTÍFICA I - ESTABELECENDO AUTOCOMPREENSÃO


Núcleo Maha Vidya de Yoga
YOGA CIENTÍFICA COM SABEDORIA
(I)

Estabelecendo Autocompreensão


                  O progresso do ser humano é sempre confrontado por sua personalidade quanto a recolher daquilo que semeou.  Por séculos, estamos a recolher ignorância. Ela é a causa de todos os erros, todos os crimes, todos os males, todas as paixões. Os ignorantes envenenaram Sócrates, crucificaram Jesus, torturaram os mártires, queimaram os hereges, massacraram os "bruxos", derrubaram e reergueram reiteradamente ídolos de barro e ouro, pregaram a tirania, desassossegaram os que possuíam a verdade; promoveram a licenciosidade, a tortura dos cárceres e a agonia alheia para seus divertimentos. É por obra da ignorância que um ser humano abusa mortalmente daquilo que deveria servir.  É através da ignorância que as guerras se fortalecem.
                 Se os monges da Idade Média tivessem conhecimento de fisiologia e medicina, saberiam que a solidão enlouquece, que as vigílias inflamam o sangue, que os jejuns prolongados privam de sangue o cérebro e que o celibato compulsório provoca delírios anormais e prazeres.
               A Sabedoria é a primeira força do Universo inteligente. Quando um ser humano sabe, ele é mestre de todos aqueles que não sabem. Ele necessitará que sua maestria contenha uma ótima estrutura de filosofia para, com ela, poder ensinar além da fé e achar respostas que definam saídas. Pois, quem compreendeu não faz mais perguntas. O que adianta conhecer o que se passa fora de nós se ficamos na ignorância do que se passa dentro?


                  Não há Religião superior à Verdade. Minha afirmação, a despeito dos profissionais da fé refutarem-na, encontra-se corroborada por uma unanimidade de sábios da antigüidade e contemporâneos que proclamam: "Há uma só verdade; conhecê-la é ser a verdade". E a verdade não pode ser conhecida pelos que não possuam vigor espiritual. A verdade não pode ser explicada por palavras do discurso humano. Os sábios do passado perceberam, tanto quanto os atuais, que quando o ser humano, através de sua mente, atingia o degrau do saber intuitivo, tornava-se mestre de si mesmo e doravante seria conduzido pela verdade que, pressurizada, estava em seu Sanctum Sanctorum (sua consciência superior). Sua alegria, então, se misturaria com a alegria de uma folha, de uma planta, de um inseto, um animal, a luz do Sol, do mar... Seu íntimo faz parte do íntimo do mundo.


                  Foi essa profunda consciência, essa maior sensação de ser na percepção da natureza, que a humanidade desarticulou. Um Mestre /Sábio dizia: "É ignorância estudar o corpo humano depois de morto". Os grandes Iniciados Brâmanes ensinavam: "De todas as ciências terrenas, nenhuma é tão repleta de erros como a medicina".  Ambos referiam-se a que... Por baixo do corpo que morre se encontra o espírito que vivifica na condição dos chakras. A medicina e a psiquiatria atuais (mecanicistas) procuram situar a mente e as funções psíquicas no próprio organismo. Ignoram duplamente a abordagem do pensamento indiano que, por séculos, conclui: "O componente energético do ser humano é a sede da mente, e comanda o funcionamento do corpo em todos os níveis: molecular, celular, citológico, orgânico e psíquico".
O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) solicitou à medicina que "desenvolva estudos semiológicos para descobrir o desenvolvimento da doença pelo ponto de vista espiritual". Isso se encontra no Tratado Internacional de Doenças. Com relação a Psiquiatria, Mestres Indianos contemporâneos, como Ramakrishna e Aurobindo, não hesitaram em denunciar a Psicanálise (principalmente a de Freud) como "ciência imprudente, incompetente e grosseira". A abordagem do pensamento indiano, tanto quanto o tibetano, se sustenta com audácia de conclusões porque o inconsciente foi descoberto pelos Brâmanes indianos há cinco séculos antes de Freud, Korzybski, Lewin, Rogers, entre outros. O conhecimento chegou através do Yoga-Bhâshya, instruindo que os asanas devem primeiro liberar o espírito e a consciência, dissolver as nodosidades físicas e psíquicas, soltando os vínculos supérfluos. Resumia a técnica como: "A Arte de Passar Psico-organicamente Bem por muito tempo". Diria que é a metamorfose da força biológica em força espiritual. Somos uma parte integrante, em partícula, célula e molécula, com Deus. Isso não é uma especulação filosófica vazia. A vida de qualquer ser humano é  sagrada. Leia o que diz a Bíblia em Galatas IV/19, em Efesus III, 16/17.  Depois, vieram Krishna, Buddha, Jesus, Platão, etc.; foram, portanto, seres superiores que nos trouxeram explicações eficazes para que o ser humano se redimisse (Faze por ti, que eu te ajudarei.), disse Jeoshua. No portal de Delfos lia-se: Nosce te ipsum (Conhece a ti mesmo). Frases, essas, que comungavam da sentença oriental, "Busca dentro de ti o que procuras fora", sem especificar religião alguma. Não é a religião que faz o ser humano e, sim, o seu caráter. As Igrejas existem em virtude da incapacidade da maioria dos seres humanos ligar-se ao seu criador sem intermediários; daí o termo Religião (religare), re-ligar. Aprender a aprender, mas, como? Se a própria Igreja papista perdeu a linguagem da interioridade e aprisionou inúmeros seres humanos à fé religiosa cujo desejo de predomínio sobrepõe-se ao interesse coletivo?
                  O Maharâjah de Benares bem o disse: "Satyât nâsti paro Dharma (Não há religião superior a Verdade)". Não há idolatria; superstições, dogmas, verdades deturpadas, conduzem para efeitos desastrosos. Quando Allan Kardec formulou seu evangelho espírita, ele apenas foi um porta voz.  Suas obras são obras coletivas, ou o resultado de uma colaboração entre diversas pessoas. Faltou, a Allan Kardec, discernimento. A doutrina pode ser notável mas, a evocação de almas do além-túmulo e os desencarnados esgotam a substância vital fluídica dos seus médiuns. Kardec jamais foi médium; mas, um magnetizador. Era através dos passes que ele hipnotizava e obtinha comunicações, sem nunca entrar em relação direta com as inteligências superiores. Allan Kardec afirmou em vida que escreveu o evangelho de acordo com as comunicações de diferentes pessoas; ele mesmo controlou, ele mesmo fez a revisão e ele mesmo fez as correções. Entre essas diferentes pessoas que se formaram em torno de Kardec, haviam escritores profissionais. Escreveu, Douglas Home (famoso médium inglês de efeito físico), sobre Kardec: "Eu classifico a doutrina de Kardec entre as ilusões impecáveis deste mundo". Médium espírita algum pode dominar (evangelizar) o espírito humano desencarnado, porque todo desencarnado é vibração não mais sujeita às influências externas. Têm, os espíritas, que duvidar da autenticidade de tais comunicações de cada colaborador ao qual Kardec confiou, em papel, as idéias que lhe eram impostas  pelo mental alheio, como sendo enviadas do mundo dos espíritos. Todo hipnotizado (mesmerizado) reflete, direta ou indiretamente, as idéias de seu magnetizador. Se o que fosse escrito como doutrina não estava de acordo com os desejos de Kardec, ele as corrigia a seu gosto. Tal coisa é exata. Encontra-se no livro L`erreur Spirite (O erro espiritista), de Charles Lancelin
                       A mediunidade de Allan Kardec peca por ser inverídica. As seções espíritas e sua corrente magnética estabelecida em torno de uma mesa imprime, na luz astral, sentimentos maus, discórdias, formas-duais, multiplicidade de vibrações.  De cem comunicações enviadas por colaborador de Kardec, noventa e nove por cento são falsas.
                    Médiuns, devemos ser todos, como mediadores entre o mundo superior e inferior, ou de nosso próprio Eu ao nosso Cristo interno. A mística união do eu-inferior com o eu-superior, ou a unidade na diversidade.
                      No mundo dos seres humanos, tudo se acha em constante transição e mudança: povos, leis e costumes, todos os grandes impérios. No caso de Alexandre, o Grande, no quarto ano depois de sua morte, grupos de seus antigos oficiais reuniram-se diante do trono de ouro onde ele costumava sentar e apelavam a Alexandre para que lhes dessem orientações "Como se estivesse vivo"____registrou o Filósofo Prótágora... era como se um deus os orientasse. No esplendor da Roma Imperial, centro do maior império do mundo, desde Rômulo, outros sangrentos imperadores passaram deixando suas marcas: Caracala, Trajano, Nero (em seu reinado, Jesus de Nazaré foi à cruz e, como escreveu o historiador Tácito, uma grande perseguição aos cristãos, e morte, ocorreu), depois veio Calígula (a glória do terror, reinado estabelecido por inúmeros assassinatos), que mandou queimar Roma, consumindo-a em um incêndio catastrófico, só para que ele, da varanda de seu palácio imperial, cantasse e tocasse a Lira. Em seguida, Marco Aurélio (que passou boa parte de seu reinado nos campos de batalha, defendendo o próprio império), e depois surge o maior de todos, Júlio César ( aquele que ordenou a queima da Biblioteca de Alexandria). O que mudou, o que transitou, foram as coroas dos reis que, grandes ou pequenos, caíram todos. Reinos foram divididos, famílias foram divididas. O que a marcha da evolução humana não conseguiu desafivelar, até o momento atual, foram as invasões dos mais fortes aos fracos (o sangue continua vertendo nos campos de batalha); a tirania (que ameaça a tudo subverter); o domínio (que entrava os homens de boa vontade a espalharem-se pelo mundo); as traições (de muitos líderes mundiais que depressa deixaram cair a máscara e revelaram sua verdadeira finalidade); as derrotas (a razão humana estando do lado do mais forte); a subjugação (entre as camadas sociais, a falta de honradez, as religiões que não buscam unir os seres humanos, e a política que se define por desordem e regresso, em vez de ordem e progresso); e a vaidade (cada vez mais dominando multidões de seres humanos, fazendo-os esquecer suas almas e preferir ocupar-se de seus corpos). Luta e cisão em vez de paz e fusão. Em sua maioria, os seres humanos não são donos dos acontecimentos de sua vida; mas, são servos dirigidos, por não saberem nada da Arte de Viver. O que hoje, em decadência moral, a História Humana desfolha, permanece e se renova em degradação, pois, representa o karma acumulado através de séculos de erros sem conta. A humanidade ainda vive como gladiadores. Mesmo os religiosos, os espíritas e evangélicos, ainda estão na procura de atalhos que levem suas pretensões e estudos evangelizadores ao fim almejado, mas...  todos se encontram ignorantes de todas as verdades.  Senão, respondam:  "Quem és?  Donde vens?  Para onde vais?"  
                  Não existem duas verdades; apenas uma.  O que, no simbolismo, valorizo acrescentar é que existem, sim, manifestações errôneas, embaçadas no espelho onde a instituição verdade se reflete. E nesse espelho, religiões e estudos evangelizadores nascem com engodo, prepotência tola e conveniências pessoais mascaradas com o verniz da espiritualidade. Aos espíritas, alerto para que façam reflexão da frase latina  "Requiescat in Pace" (Descanse em Paz). Pois, são os primeiros a perturbar a sua paz, e a tranqüilidade de sua nova missão. Sem exceção alguma, desconhecem o que seja a três e meia dimensão onde concentram-se as gerações mortas; o que aprenderam adveio de verdades incorretas, incompletas, e sua prática de passe fluídico (imposição de mãos) não comunga com as forças vibratórias superiores da consciência universal, pois eles não detém esse conhecimento.  Portanto, ao escrever sobre isso, eu ofereço uma nova e audaciosa perspectiva de leitura, e não um caminho qualquer para solução de um gigantesco problema. Um tríplice véu cobre ainda a consciência dos espíritas, por não remodelarem seu discurso desde Kardec. Conservam o erro. Não pesquisam para poder avançar, não se submetem à reforma; sequer reagem a uma sacudidela. Os desequilíbrios custam caro. Faço observar que não escrevo senão aquilo que se encontra escrito pela Lei da História da Vida Humana. A Palavra da Verdade e Lei Maturadora. Todo ser humano, aqui veio para exercer uma função, cumprir missão, percorrer a trajetória que lhe foi determinada. Olhamos ao redor de nós e vemos, em todas as coisas, dominar o desequilíbrio; todo bem é inseguro, sem grau de aperfeiçoamento. Os que se encontram no fragmento pelo menor grau de evolução constroem-se, através do desmoronamento da moral, no erro e no crime. Que direção as religiões estão promovendo quanto ao amadurecimento interior, se o que elas menos cuidam é evitar essa desordem interna? Sofremos por estarmos desarmônicos, tornando vulnerável no corpo as forças do destino, tão acomodadamente. De que adianta, o católico, o evangélico, o espírita, etc. saberem tanto de suas religiões se nada sabem de si mesmos?  Qual a religião, qual o credo, ensina aos seus devotos como adquirir iluminação interior?  




Falta a todas elas o Estudo do Eu. Temos dentro de nós a réplica do universo. Somos a fonte do universo. Através do estudo de nossa Anatomia, particularmente dos Centros Energéticos Sutis, das energias e sistemas dos campos vibratórios e glândulas de transmissão e recepção (como a pineal), descobriremos a inter-dimensionalidade, a correspondência e a permutabilidade da manifestação. Portanto, a maneira pela qual as religiões abordam a espiritualidade humana é apenas melodramática substanciando a evangelização. A consciência se torna intelectual para entender o divino, e os desencarnados, por meias verdades contraditórias. Como a consciência é um mecanismo de percepção, onde o espectro humano corresponde a um estado de consciência _____ a verdade _____ quando transmitida à mente humana, livre das perturbações, será cognitiva e espiritualmente ajustada e alinhada às forças cósmicas. Todos os pensamentos vibram eternamente no cosmos. Os pensamentos possuem raízes universais, não individuais. Todo pensamento errôneo de um ser humano, resulta de uma imperfeição, pequena ou grande, em seu discernimento. Há uma unicidade em relação a vida. Dentro de cada ser humano repousa a divindade, ou um estado de consciência, a partir do qual tudo é possível.  Quando alinhada às verdadeiras leis da vida, qualquer coisa é possível.  O todo reside no mais profundo de cada um de nós. A consciência, como energia, é neutra. É uma faca de dois gumes: nas mãos de um ser humano centrado, torna-se poder divino; nas mãos de egoístas, transforma-se em caos, desarmonia e destruição.  O grande filósofo alemão, Kant, disse: "Há, entre todas as maravilhas da criação de Deus, duas que deixavam para trás as outras: a primeira encontra-se acima de nossa cabeça ____ a imensidão dos céus estrelados ____ e a segunda, dentro de nós, é o espírito do ser humano".  O ser humano que ignora a si mesmo cria sua própria infelicidade; nem mesmo os desencarnados escapam, pois a morte é apenas uma forma de vida. A ignorância do auto-conhecimento permite que as influências manobrem nossa vida diária, quando podemos manobrá-las. Os assuntos mundanos, profissionais, especulativos, e outros praticados em nossa vida, não existem para servir o ser humano e sim para tiranizá-lo, se não adquirir a jóia da interna paz espiritual.  Basta não esquecer de aperfeiçoar a si próprio. Concluo dizendo que o amadurecimento da alma, para a experiência que citei acima, opera-se gradativamente, tal qual o amadurecimento de uma fruta.    Aqui fico...

OM. TAT. SAT.


Shrî Vidyacharanasampanaananda